29 março, 2012

Você sabe o que é crowdfunding?


Hoje o post é especial. Vou escrever um pouco sobre um tema que estou pesquisando há uns meses para o trabalho de conclusão de curso de uma especialização que estou fazendo.

O tema do trabalho é o Crowdfunding.
E aí eu fui explicar para minha mãe: mãe, crowdfunding em português seria financiamento coletivo, financiamento das multidões. O que significa dizer que você tem uma ideia, divulga através de um site ou das redes sociais e as pessoas se mobilizam para que sua ideia aconteça. É basicamente isso.

Mãe: que legal! Mas na prática não é complicado?
Eu respondi bem tranquilamente e com palavras fáceis, sabendo que minha mãe não sabe "entrar" no email sozinha... mãe, veja só, quando você vai no caixa eletrônico em um banco, você não coloca o seu cartão e digita uma senha? Pronto, na internet funciona da mesma forma, só que você digita o número do seu cartão e coloca a senha...os sites que trabalham com compras procedem dessa forma, você compra tudo com cartão de crédito, ou ainda pode imprimir um boleto e pagar na lotérica, como uma conta qualquer, entendeu?

Mãe: entendi minha filha, mas tenho medo. E eu falei: é normal, mãe. Eu também tenho, mas há sites mais conhecidos que sabemos que são confiáveis e não vão nos enrolar ou clonar nossos cartões.

Mãe: então você vai lá nesse site do "Crowdnumseioquê" e vê uma ideia legal e paga pro pessoal construir é? Tipo um relógio que fale? Ou algum brinquedo que não exista?

Eu: é mãe, existem esses sites que tem umas ideias mirabolantes, mas os que eu gosto mesmo tem umas ideias mais culturais, tipo uma gravação de um CD ou de um DVD, ou até mesmo a gente pode pagar para trazer um artista pra vir fazer show aqui na nossa cidade. A gente pode financiar uma turnê de um artista mãe. Não vai ter o show do Chico Buarque aqui em Recife?Pronto, a gente podia ter financiado esse show por um site de crowdfunding.

Mãe: sério? que legal!gostei desse "negoço". Então eu vou deixar você continuar estudando viu minha filha? Termine seu trabalho!

E aí ela foi embora...e eu voltei a estudar o meu "negoço".

=)

E se você tiver alguma indicação bibliográfica sobre esse tema, por favor me manda tá?
https://www.facebook.com/profile.php?id=100001531438635

26 setembro, 2010

Espetáculo infantil “Minha Cidade”


Mais uma atração para a criança curtir no fim de semana. Neste sábado (25), às 16h30, estreia a peça Minha Cidade, no Teatro Marco Camarotti, no Sesc Santo Amaro. A trama é conduzida de forma criativa e lúdica através da brincadeira de duas crianças de construir uma cidade imaginária, com peças do conhecido jogo infantil Brincando de Engenheiro.

Na encenação, cada aspecto da vida da cidade é posto em questão como peça dessa construção, captando a percepção da criança sobre a cidade: paisagem natural, paisagem transformada, moradia, transporte, trabalho, escola, lazer. Paralelamente à construção desta cidade, acompanha-se o nascimento e o crescimento do próprio indivíduo.

As idéias, impressões e diálogos das crianças durante o processo de construção foram incorporados ao texto, como sendo das próprias personagens. Desta forma, a peça estabelece uma aproximação com a linguagem da criança, trazendo-a para dentro do texto e aumentando a aproximação da obra com o seu público.

SERVIÇO
Minha Cidade
Quando:25 e 26 de setembro, às 16h30. 10, 17 e 24 de outubro, às 10h30.
Teatro Marco Camarotti – Sesc Santo Amaro – rua do Pombal, s/nº, Santo Amaro.
Ingresso: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)
Telefone: 81 3216.1721

Fonte: Folha de Pernambuco

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Esse espetáculo é resultado de uma pesquisa feita em escolas do Recife com crianças que brincaram com o jogo. Suas falas, comentários e histórias contadas a partir da brincadeira foram transformadas em dramaturgia e resultaram nessa montagem linda. Quem tiver seus pimpolhos em casa, e quem não tiver também, leve-os ou leve-se para o teatro porque vale muito ver!













20 setembro, 2010

Felicidade instantânea

Acho muito engraçado como as pessoas ficam felizes.Se você chegar em uma festa procure reparar como no começo da festa é um tédio. Todo mundo quieto na sua, em seus grupinhos isolados, tudo muito silencioso. Lá pras tantas já tá uma barulheira só, todo mundo se abraçando, gritando, dando pinta...todo mundo bem feliz.

E se você for pra um jogo de futebol: no início todos tímidos e lá pro meio do jogo - principalmente depois de um ou dois gols - todos são amigos e odeiam a mãe do juiz.

Em um espetáculo de teatro ou no cinema, independente do que se veja...quando acaba é sempre bom. Poder pensar no que se viu, ver quem também viu - quando as luzes se acendem - e sorrir, nem que seja para espreguiçar.

Enfim, vejo uma constante nessa felicidade instantânea...vejo pessoas em seus mundinhos tristes e depois vejo a felicidade do pipocar dos traques de massa pela descoberta dos mundos alheios.








18 setembro, 2010

Do coração

O que vibra não necessariamente é o que pulsa
Pulsar pode ser automático e vibrar pode pedir mais
Vibrar tem a ver com pêlos, com toque, com cheiro
O vibrar às vezes pode até doer

Vibrar esquenta ou arrepia
Contagia e contamina
Acorda e excita
Vibrar não se vê

Quando se sente a vibração...
O pulso acelera e o coração se apressa
Para acompanhar o resto do corpo
Pois se assim não for, se perderá pelo caminho

E o pulso vai calar
E o corpo esmaecer
E a vibração,
ansiar em continuar.

28 maio, 2009

Não sou de ninguém, muito menos de todo mundo

Não sou sua
Não sou de ninguém
e muito menos de todo mundo

Não sou de vocês
nem daqueles outros

Sou é de mim mesma, sozinha.
Eu sozinha já é gente demais,
imagine se tivesse alguém a mais
É gente demais

22 julho, 2008

Festa de Criança

Estava eu pensando nas mil crianças que gritam descontroladamente embaixo da minha janela todos os dias e fiquei me lembrando das minhas festinhas de criança...como eram legais.

Começava que não era eu que tinha que ligar pra todo mundo e convidar..ou mandar um email ou deixar mil scraps...era minha mãe que fazia tudo isso. Eu não tinha que me preocupar com a decoração da festa, não enchia bolas, não encomendava docinhos e salgados e nem convidava a equipe de recreação, era minha mãe que fazia isso. E o melhor, não era eu que tinha que pagar a conta, era minha mãe que fazia isso.

Quando eu era criança realmente eu GANHAVA uma festa de aniversário, com direito a fotos e filmagem, feita pelo meu pai, claro. E hoje como é? Você avisa pra quem te ligar, pra não ter que gastar seus preciosos créditos ligando pra umas 15 pessoas que você considera importantes... e avisa que "vai estar" em tal barzinho a partir de tal hora..e se puderem ir te ver e tals...apareçam. Ninguém aparece na hora que você disse, nem na primeira hora depois dessa. As pessoas tem medo de "serem as primeiras a chegar" aí preferem todas se atrasar em conjunto.
E alguém leva presente? Jamais. Que coisa brega chegar num bar com um presente na mão. Chato né? Logo eu que amo ganhar presentes...eu e todo o resto do mundo né?Por que diabos as pessoas param de dar presentes quando ficam grandes? Por acaso eu deixei de precisar de roupas e camisolas e perfumes? Por acaso eu deixei de gostar de ganhar coisas desnecessárias pra pendurar no quarto ou mais um par de brincos?

Enfim, o presente que as pessoas dão (nem todas) é deixar alguns reais embaixo da garrafa da cerveja quando tão indo embora..e chegam no seu ouvido pra dizer.."deixei ali a minha parte beleza?"...e ainda falam..."tô indo nessa porque amanhã acordo cedo e tals"...e hoje em dia ninguém vai nem precisar dizer isso....todo mundo vai recorrer ao "tô indo, tô da carro e pá", por conta da chata da lei seca...

Pois é, era legal a época das festas de criança né? Você estava cercado de mil pessoas, muitas delas nem te conheciam, mas a festa bombava. E não tinha esse negoço de falsidade, criança é tudo sincera mesmo...só vai pra festa pra brincar e comer bem muito (e chegam bem cedo e saem no fim da festa mesmo, e ainda levam pratinho pra casa).

Já gente grande vai o mais arrumada possível pra ficar se exibindo, chega atrasada, não leva presente, come bem pouquinho porque vai ter que pagar alguma coisa (e muitas vezes já vem depois de ter jantado, justamente pra economizar) e ainda vai embora cedo pra não ter que pagar o que alguém não pagou...

Sem dúvidas...queria mil festas de criança em vez de uma festa de gente grande...é um saco.

10 maio, 2008

A Maternidade.

A maternidade é algo, para mim, ainda obscuro. Vou tentar expressar o pouco que sei e que já me emociono ao pensar que um dia poderei vivenciar. Uma vez me explicaram que ser mãe é como ser uma flor, ter muitas pétalas no início. Pétalas de paciência, de disponibilidade, de carinho, de cuidado. E que, com o passar dos anos, as pétalas vão caindo, por desgaste, porém novas pétalas vão nascendo e sempre no intuito de proteger o interior da flor, o pólem que frutificará novas flores. É duro pensar que a vida inteira a flor pensa em seu interior, em seus frutos, faz tudo por eles, se embeleza, se destrincha em novas pétalas para servi-los. E, parando para olhar, as flores são lindas, sempre. Suas pétalas podem estar quebradas, murchas ou velhas, mas a beleza não acaba.
Assim são as mães, novas , velhas, inexperientes ou não, são mães. E a maternidade é uma função que Deus emprestou às mulheres, pois tenho a certeza de que é uma experiência divina. Ver seus traços, ver seus gestos, poder ensinar, poder participar da vida, poder sentir saudade, poder matar a saudade, ver crescer, ver partir...e podem dizer que é duro, que é chato, que é desgastante, mas não acredito, porque sei que dar a vida por alguém é provar o maior amor do mundo, o amor de mãe.

14 dezembro, 2007

A palavra saudade - Nelly Carvalho

Chegamos ao fim de 2007, como sempre trazendo emoções, entremeando esperanças e saudades. Isto porque ser humano é ser contraditório e a esperança de novas experiências ancora-se no que já passou. Somos de uma cultura sentimental onde a saudade é um elemento freqüente. E de onde nos vem isto? Vejamos.

A palavra saudade foi criada na língua portuguesa, nos primórdios de sua formação, quando o povo ibérico, levado em direção ao oceano pelos invasores romanos e bárbaros, ficou diante da imensidade dos mares no extremo ocidental do continente europeu, que chamaram Finisterra (fim da terra). Isto resultou um sentimento indefinível e melancólico, só posteriormente nomeado pela expressão saudade, cuja origem é polêmica. Considerado um idiotismo (expressão intraduzível, pois só existe em português) por representar um sentimento próprio de uma região, ela inspirou poesias desde as primeiras fases da língua, aportando no Brasil, em versos e canções.

Tem ela uma longa história. Em torno do ano de 1200, quando ainda nem existia Portugal como país, nem a língua portuguesa como tal, já se cantava o cuidado, o desejo e o lento morrer de amor. No exílio, Camões cantava: Na minha alma triste e saudosa / a saudade escreve, e eu translado”. Saudade não é soledad (espanhol), não é homesickness (inglês), não é morriña (galego), nem regret (francês); Saudade é diferente de nostalgia, de spleen, de mal du pays.
As formas arcaicas primeiras foram suidade, soedade e soidade, na fase do inicial do português. Teria vindo assim de soledade, solidão. Também há a hipótese de vir de salutem datis uma saudação romana. Alguns ainda dizem que tem origem no árabe saudá, profunda tristeza. O que fica, na verdade, é que com esta palavra, marca-se um estado de espírito que outras línguas não exprimem com precisão, sentimento muito próprio dos que usam o português como língua materna. A saudade portuguesa decorre de uma vivência espacial diferente: o espaço dinâmico e criador. Foi no mar, nas grandes viagens que Portugal descarregou essa tensão. Situado entre a última terra mediterrânea e primeira atlântica, Portugal compensou com o mar a sua escassez de continente. Só é possível, pois, a geração da saudade pelo amor e ausência, quando estes “pais da saudade” forem integrados num espaço criador.

A saudade é, pois, estado sentimental que se reflete ou transparece na poesia lírica. Saudade e lirismo são duas etapas de uma mesma coisa: a vivência e a expressão do sentimento humano. Fernando Pessoa tomou-a como sentimento emblemático de seu povo: ”Saudades, só portugueses/ conseguem senti-las bem/ Porque têm essa palavra/para dizer que as têm.

A vida vai tecendo laços e tudo que tece são pedaços do vir-a-ser que se transforma em ser. Assim, a saudade aportou no Brasil com a colonização e, sendo o Recife um dos primeiros portos a ser tocado , ela aqui aportou e fez sua morada em nosso Pernambuco.

Mas, vem da voz fluminense de Casimiro de Abreu, o poema brasileiro que levou todos a tomar consciência da dorida saudade da infância: Ai que saudades que tenho da aurora da minha vida! Da minha infância querida que os anos não trazem mais!

Em Pernambuco até os poetas populares, do frevo e do baião também transportam a saudade para seus versos. Luis Gonzaga avisava que a saudade é boa quando a gente lembra só por lembrar, porém se vive a sonhar com alguém que se deseja rever, saudade aí é ruim. É também, paradoxalmente, um dos temas recorrentes no Carnaval, nas letras do frevo canção e de bloco, -a dor de uma saudade vive sempre no meu coração, ao recordar alguém que partiu.

Enfim, saudade como palavra pode ser definida na trova: saudade não é lembrança, nem mesmo recordação, saudade é a dor da ausência, maltratando o coração. Mas, desejamos que as saudades dos natais passados e de tudo de bom que aconteceu em 2007, façam florescer esperanças de um feliz natal em 2007 e um 2008 de muitas alegrias!

27 novembro, 2007

Personalidade.

O que é hoje amanhã não será.
Mas o que foi ontem hoje ainda é.

O passado mais longe permanece.
E o ontem só será passado depois de alguns anos.
O que seremos amanhã ou depois?
O que nos lembraremos no futuro?
O que será o nosso passado?

A seleção de nossas memórias é opcional.
Mas o sentimento delas é inevitável.
O discernimento e as atitudes são momentâneas,
as consequências são duradouras.
A construção da personalidade?
é eterna.

18 agosto, 2007

Solidão? mata.

Andar sozinha na rua e não cruzar
o olhar com o de ninguém mata.
Sentar no parque para descansar e não ser abordado,
nem por um pedinte, mata.
Abrir a geladeira, fechar, abrir denovo, fechar, chorar, mata.
Entrar na livraria e não saber o que procurar mata.
Escrever cartas pra ninguém mata.
Cantar para si, sem nem mesmo abrir a boca, mata.
Pensar, fazer planos pra um só, mata.
Ir ao shopping com um amigo
e não ter o que conversar mata.
Resolver vários problemas por dia
e não ter com quem dividí-los mata.
Alcançar objetivos não tão objetivos
e não comemorar mata.
Conviver e não interferir mata.
Passear pela vida sem se fazer notar mata.
Não ser notado mata.
Solidão...
mata.

01 agosto, 2007

Cena 4



Aos poucos ela se aventurava.
Entre um rolamento e um avião,
Seus pais corujavam batendo palmas.
E ela fazia pose.

A ginástica lhe dava mais traços femininos,
Cheia de regras e posturas.
A menina sentia dor nos treinos,
Mas se amostrava com a flexibilidade que possuía.

Sorte ou azar daquele clube,
Não dedicou muito tempo ao esporte.
E com muitos membros torcidos,
Se despede levando ronchas e algumas medalhas para casa.

24 julho, 2007

Batida da dor.

Ó pulso meu,
não me falhe em momento tão importante.
Não me assuste diante desses dias tão turbulentos.
Não prove que os nervos trepidam
e que a herança me foi dada.
Batida da dor e do amor,
peço que não faça do meu sono um adeus.

12 julho, 2007

Amor racional ou irracional, amor.

"A vida é um contrato de risco. Você pode conviver com milhares de animais de outra espécie e nunca ter problemas, mas, se conviver com um ser humano, por melhor que seja a relação, haverá problemas e decepções. "

Lendo mais um dos meus mil livros listados... me deparo com a seguinte frase que me deixa por alguns instantes intrigada. Estaria o autor sugerindo que se nos desconhecessemos nossas relações seriam melhores? Por alguns minutos quis "não conhecer ninguém" para ver como seria. Mas, depois, com mais um pouco de oxigênio no cérebro pude viajar na frase, literalmente. O famoso escritor dizia muitas coisas em poucas palavras.

Os animaizinhos (subiam de dois em dois...puff) são seres legais não são? Ótimos! Mas a nossa grande ignorância em relação ao mundo deles nos deixa mais confortável em só passar a mão na cabeça do cahorrinhos ou de jogar comida para os peixes no aquário. A falta da linguagem em comum nos distancia e ao mesmo tempo nos aproxima em outra dimensão. Digo, se não entendemos muito sobre as atitudes e sobre o comportamento dos animais nos satisfazemos, geralmente, com a observação e com o carinho gratuito.
Após pensar um pouco sobre esses seres, me debrucei sobre os outros...aqueles ditos "racionais". As relações são bem mais íntimas e existe uma linguajem em comum, aliás, existem mil coisas em comum. Mas com a comunhão de atitudes, de bens, de dívidas e de brigas surgem outras mais de mil coisas sem o menor sentido.
Os seres humanos, ás vezes, parecem flutuar em órbitas distintas. Parecem pertencer a universos totalmente opostos. Muitos já devem ter pensado..."o que me faz gostar dessa pessoa? ela é totalmente diferente de mim!"Mesmo encontrando e admitindo distinções, conseguimos permanecer com o sentimento inexplicável dentro de nós, conseguimos cultivá-lo, conseguimos difundí-lo, por mais frustrados que estejamos.
E, ainda nessa viagem, conclúo, mais uma vez, um pensamento me lembrando da minha amada Universidade Federal, em especial do meu Centro de Artes e Comunicação, tão famigerado. É fácil notar que aqueles muitos metros quadrados se multiplicam com as idéias, com os trajes, com as personalidades e com as atitudes dos indivíduos que ali circulam. Mas, entretanto, é bem difícil explicar como toda essa diversidade convive e habita os mesmos, agora poucos, metros quadrados.
Fácil ou difícil, é possível. É possível observar essa coexistência. E também é possível, assim como no mundo dos bichinhos, observar e se encantar com o carinho que brota entre indivíduos tão distintos.
É, o pai de todos caprichou mesmo no potinho de carinho que jogou nesse pedaço de terra, o amor me encanta o tempo todo, seja no mundo animal ou no "racional".

05 julho, 2007

"A senhora está com algum problema?"

Estava eu voltando da minha aula na Federal...mais ou menos às nove horas da noite dessa segunda-feira, dia 2, quando três guardas daquela polícia que não faz nada e fica só dando voltas perdidas de motocicleta, na contra mão, é claro, e chamando muita atenção...passam voando no sentido contrário da pista na frente do Centro de Artes e Comunicação, na frente do meu carro. Eu que fazia a curva entre o CFCH e o CAC, estava a menos de 20 km/h (de fato fazendo uma curva), freei para não encostar meu carrinho lindo naquelas motos feias.

Dois dos guardas passaram e um parou a moto na frente do meu carro e desceu. Fiquei logo assustada em pensar que aquele ser enorme poderia me atacar e me seqüestrar juntamente com a minha coleguinha indefesa. Qual não foi a minha surpresa ao escutar o moço pedir que eu abaixasse o vidro e que lhe desse a minha habilitação, provavelmente para ele ver se eu estava bem na foto porque que me conste esses policiais de segurança não podem lhe multar ou fazer qualquer intervenção no seu veículo, pois não tem nenhuma autoridade sobre o trânsito.

Ele não só me pediu a carteira de motorista como me fez um questionário inútil “A senhora está com algum problema?” (risos) e eu lógico que respondi com meu tom mais agressivo “Estou com medo, quero ir pra casa. Só isso”.E ele ainda me deu uma super aula cheia de equívocos me dizendo que aquela era uma via local,(sérioo??) que era de mão dupla (mentiiiiroso safado...vou provocar acidentes andando na contra-mão ali) e que eu deveria ter problemas de visão para não ter visto as motos...é..ele é que tem problemas ou estava no cio, porque tanto eu vi as motos que freei, caso contrário teria batido. Ai que ódio eu tive daquele marginal tarado e pedófilo.

Por acaso algum policial que se preste se acocora ao lado do seu carro pra lhe pedir a habilitação?? Ahhh faça-me o favor...ele tava afim era de ver as “minhas habilidades”.(foi o que disse a minha amiga indefesa) (risos).

01 julho, 2007

Cena 3

Entrar no colégio lhe deu segurança
Foi lá onde começou a firmar as amizades
A menina se perdia no universo escolar
Não sabia ela que seria uma questão de fé

Aprendeu a ler, a escrever, a poetizar
Fez boneco de argila e desenho com tinta guache
Pisou onde já lia “proibido pisar na grama”
E levou bronca de tia, muita bronca

Aprendeu a cantar e a “gesticular as músicas”
Acostumou-se a entrar na fila,
Mas se aprimorou na arte de furá-la
Fazia de tudo pra sentar na frente,
Mas não via graça nisso

Tudo acontecia do meio pro fim da pequena sala
As tias só perguntavam e só olhavam pro fundão
As meninas sentavam na frente, os meninos nem sentavam
E a pequena não se sentia menina nesse caso

25 junho, 2007

As mil convenções sociais e a minha eterna vontade de comer carangueijo



Mais uma noite de insônia...e o blog agradece. Por que devemos dormir na hora que nos disseram pra dormir?Não digo os nossos pais nos acostumaram a dormir...mas na hora em que a maior parte da cidade dorme...a noite. Por que não dormimos durante o dia? (eu adoro).Por que os afazeres são matinais? Pelo menos a maior parte deles é matinal...o jornal chega de manhã...com notícias do dia anterior.. ele não poderia chegar a noite? com notícias do mesmo dia? Assim você leria o jornal a noite e o compararia aos noticiários, o julgando muito melhor, é claro.


Por que a maioria das faculdades é pela manhã? e quando a gente tem aula a tarde acha um saco?As convenções de horário nos trazem sensações de desgosto e tudo mais...isso é que é um saco. Tem dias que eu acordo super feliz de ir pra faculdade pela mahã...tem dias que eu queria dormir o dia todo. Tem dias que eu queria ir pra faculdade de tarde...e estagiar de noite..pra poder tomar sol e comer carangueijo de manhã...carangueijo combina com sol...ou com noite..mas nem combina com tarde...me convenci disso. Não sei por que nos deixamos convencer por coisas que não nos favorecem. Claro que existem coisas óbvias e temos que aceitá-las...mas comer carangueijo de tarde não é assim tão mal...é só ficar de férias e o relógio ir pras cucuias...que quando você menos espera...você está na praia..umas quatro da tarde...comendo carangueijo e tudo mais que te possa dar dor de barriga.


Que mal me pergunte...qual o propósito dessa reflexão?Não sei...só sei que são duas da manhã e eu estou com uma imensa vontade de comer carangueijo. Tudo bem que eu tenho essa vontade o dia todo...mas a falta do que fazer deve estar influindo.


Outra coisa que penso muito é por que a maioria das festas ainda continua sendo de noite? Seguindo o horários das convenções....quando chega de noite você já tá morto de cansado porque trabalhou ou estudou o dia todo...a coitada da festa nem vai lhe receber em sua melhor performance...aí o mercado de energéticos agradece. Mas por que as festas não podem ser de manhã?(dá-lhe ravess inacabáveis!)Ia ser legal chegar de ressaca pra trabalhar! Uhúuu!Ah..mas isso são coisas que você se acostuma...talves aí o mercado de digestivos fosse agradecer...evitando a ressaca de todo mundo! Ou talvez as pessoas faltassem mais o trabalho! hauhauahuahuah...


A reviravolta do despertador ia ser interessante...como seria o ano-novo?Tipo..quando o sol se pusesse a gente bateria palmas (do mesmo jeito que os cariocas fazem lá no arpoador...saudade!) e daria beijinhs mil em mil desconhecidos felicitando o ano que se inicia...de noite! Com certeza a festa de ano-novo ia durar mais...afinal o sol ia chegar mais tarde pra morgar o clima com aquele calor infernal...mas nesse caso..as pessoas já estariam cansadas mesmo...porque na atual convenção elas trabalham o dia todo lembram?ô saco...o jeito é tomar guaraná mesmo.... ou voar beeeem alto com red bull e aguentar faculdade de manhã, estágio a tarde..festas a noite e praia e carangueijo...só no fim de semana!óoodio!

14 junho, 2007

Sobre ler livros

Estava eu lendo mais um dos meu mil romances listados e me depareicom umas frases a respeito do assunto aqui intitulado...sobre ler livros. As palavras diziam que ao ler um livro você está "perdendo" a vida, você se deleita com dizeres que narram a vida alheia, e não a sua (exceto quando se lê uma auto-biografia...porque nesse caso, "recordar é viver").O texto dizia ainda que ao ler um livro você retira uma fatia da sua vida para viver aquela experiência.
Portanto, para não me demorar escrevendo sobre minhas reflexões que fazem parte da minha vida e não das vossas, eu pergunto aos leitores: a vida contada é melhor do que a vida vivida? os sofrimentos? as paixões? os bailes e os olhares? eles não são mais poéticos e verdadeiros?
Enquanto vocês decidem...eu fico no limiar das duas vidas: perdendo a minha vida para viver histórias alheias devagarzinho, e de acordo com a minha insônia, e fazendo os outros perderem minutos lendo a minha vidinha.
PS: Após ter escrito isso, me veio a cabeça...as histórias que lemos não podem fazer parte de nossas vidas? Quando reencontramos um personagem em outro livro, no caso de uma sequência, não nos sentimos íntimos dele? Ah...sei lá, acho que estou lendo demais.

02 junho, 2007

Cena 2


Nos primeiros dias de aula, arrumou confusão...
Arrumou bicho de pé e arrumou namorado.
A menina brincava no pátio como se já tivesse morado lá.
Sabia todos os esconderijos e onde a areia era mais fofa
pra brincar de castelinho.

As primeiras festas escolares foram verdadeiras estréias.
Dia do índio, São João, Natal.
Não havia dúvida de que ela preferia a festa de Fevereiro.
O tal do Carnaval era mágico para a pequena.

Suas primeiras fantasias, seus primeiros personagens.
A família conseguia notar algo diferente, algo incomum.
Ela se entregava, se desgastava.
O perfeccionismo se destacava.


28 maio, 2007

Bolvana, combina com o que você gosta.



Ainda no Publiday, tive a honra de prestigiar mais uma palestra com Fabiana Stefani, rtvc da ampla. Gosto muito dela, não só pessoalmente, mas por ter simplesmente pensado que, nos eventos em geral, para estudantes, a idéia é mostrar sempre como é a realidade dos publicitários, dentro ou fora da agência. Ela leva para suas palestras, alguns makking off's de campanhas da agência, o que é muito positivo, pois explicita o corre-corre e o grande envolvimento dos profissionais, que chegam a virar várias noites no estúdio para finalizar uma gravação. Não que o mérito seja só dela, pois acredito que para essa idéia se realizar (a produção desses vídeos) é preciso que todos colaborem e que o presidente aprove. Acima vocês podem ver o site da pitú, na página da vodka bolvana. Nessa palestra ela descreveu o processo de gravação do vt, desde as conversas com o cliente até as ligações posteriores de parabenização, que mostraram o envolvimento do público e a interferência da campanha no seu público-alvo. Ela disse que o cliente sempre confiou bastante na agência e que era a intenção que ficasse um vídeo brega mesmo. Não importava se era ridículo, pois atendia as solicitações do cliente e de seu público, e a vodka bolvana é hoje um sucesso de vendas. Não menospreze nunca o produto que lhe é dado para trabalhar, cabe a você fazer dele uma marca forte.
Site da Pitú: www.pitu.com.br

22 maio, 2007

L'Oratorio d'Aurélia



Na foto: a mulher tempo que se derrete dentro de uma ampulheta. Até o seu instrumento contador do tempo, o relógio, é submisso ao tempo social.É, abram a boca mesmo.


Algo tão maravilhoso, tão amplo, tão intenso...que as palavras certamente são incapazes de atingir. As sensações dos espectadores foram pequenas tamanha a dimensão que o teatro ganhava naqueles poucos minutos. A magia circense não era encantadora apenas para olhos infantis, como de costume, era muito mais. As cortinas dançando, no primeiro momento, deram um choque na platéia. De fato a maquinaria cênica era parte do espetáculo, e parte principal. Tudo se movia, tudo tinha fundo falso, principalmente o figurino. Truques fáceis. Tudo ao nosso alcance. E por que não fazemos? Para continuarmos assim "abestalhados" quando vemos algo desse tipo. Não bastasse a veia artística da família Chaplin, Aurélia ainda trouxe um parceiro que, não cabe aqui questionar, mas tem todo o mérito para entrar na família. Idéias mil, rapidez inigualável. A agilidade dos movimentos é a grande aliada para atingir a perfeição das cenas ilusórias. Como dizia a crítica: "é um espetáculo de fantasias, mas que não deixa o público esquecer da realidade", é um show de fantasia. Mas, como em toda fantasia, é preciso ter uma base fincada no mundo real. Metáforas fortes e espelhadas, sem dúvida, na realidade de um mundo que está globalizadamente pobre de espítiro. Foi assim que fiquei ao sair do teatro, boba de tanta realidade transformada em arte, em beleza. Queria Chaplin que essa transformação fosse verdadeira.