20 setembro, 2010

Felicidade instantânea

Acho muito engraçado como as pessoas ficam felizes.Se você chegar em uma festa procure reparar como no começo da festa é um tédio. Todo mundo quieto na sua, em seus grupinhos isolados, tudo muito silencioso. Lá pras tantas já tá uma barulheira só, todo mundo se abraçando, gritando, dando pinta...todo mundo bem feliz.

E se você for pra um jogo de futebol: no início todos tímidos e lá pro meio do jogo - principalmente depois de um ou dois gols - todos são amigos e odeiam a mãe do juiz.

Em um espetáculo de teatro ou no cinema, independente do que se veja...quando acaba é sempre bom. Poder pensar no que se viu, ver quem também viu - quando as luzes se acendem - e sorrir, nem que seja para espreguiçar.

Enfim, vejo uma constante nessa felicidade instantânea...vejo pessoas em seus mundinhos tristes e depois vejo a felicidade do pipocar dos traques de massa pela descoberta dos mundos alheios.








18 setembro, 2010

Do coração

O que vibra não necessariamente é o que pulsa
Pulsar pode ser automático e vibrar pode pedir mais
Vibrar tem a ver com pêlos, com toque, com cheiro
O vibrar às vezes pode até doer

Vibrar esquenta ou arrepia
Contagia e contamina
Acorda e excita
Vibrar não se vê

Quando se sente a vibração...
O pulso acelera e o coração se apressa
Para acompanhar o resto do corpo
Pois se assim não for, se perderá pelo caminho

E o pulso vai calar
E o corpo esmaecer
E a vibração,
ansiar em continuar.

28 maio, 2009

Não sou de ninguém, muito menos de todo mundo

Não sou sua
Não sou de ninguém
e muito menos de todo mundo

Não sou de vocês
nem daqueles outros

Sou é de mim mesma, sozinha.
Eu sozinha já é gente demais,
imagine se tivesse alguém a mais
É gente demais

22 julho, 2008

Festa de Criança

Estava eu pensando nas mil crianças que gritam descontroladamente embaixo da minha janela todos os dias e fiquei me lembrando das minhas festinhas de criança...como eram legais.

Começava que não era eu que tinha que ligar pra todo mundo e convidar..ou mandar um email ou deixar mil scraps...era minha mãe que fazia tudo isso. Eu não tinha que me preocupar com a decoração da festa, não enchia bolas, não encomendava docinhos e salgados e nem convidava a equipe de recreação, era minha mãe que fazia isso. E o melhor, não era eu que tinha que pagar a conta, era minha mãe que fazia isso.

Quando eu era criança realmente eu GANHAVA uma festa de aniversário, com direito a fotos e filmagem, feita pelo meu pai, claro. E hoje como é? Você avisa pra quem te ligar, pra não ter que gastar seus preciosos créditos ligando pra umas 15 pessoas que você considera importantes... e avisa que "vai estar" em tal barzinho a partir de tal hora..e se puderem ir te ver e tals...apareçam. Ninguém aparece na hora que você disse, nem na primeira hora depois dessa. As pessoas tem medo de "serem as primeiras a chegar" aí preferem todas se atrasar em conjunto.
E alguém leva presente? Jamais. Que coisa brega chegar num bar com um presente na mão. Chato né? Logo eu que amo ganhar presentes...eu e todo o resto do mundo né?Por que diabos as pessoas param de dar presentes quando ficam grandes? Por acaso eu deixei de precisar de roupas e camisolas e perfumes? Por acaso eu deixei de gostar de ganhar coisas desnecessárias pra pendurar no quarto ou mais um par de brincos?

Enfim, o presente que as pessoas dão (nem todas) é deixar alguns reais embaixo da garrafa da cerveja quando tão indo embora..e chegam no seu ouvido pra dizer.."deixei ali a minha parte beleza?"...e ainda falam..."tô indo nessa porque amanhã acordo cedo e tals"...e hoje em dia ninguém vai nem precisar dizer isso....todo mundo vai recorrer ao "tô indo, tô da carro e pá", por conta da chata da lei seca...

Pois é, era legal a época das festas de criança né? Você estava cercado de mil pessoas, muitas delas nem te conheciam, mas a festa bombava. E não tinha esse negoço de falsidade, criança é tudo sincera mesmo...só vai pra festa pra brincar e comer bem muito (e chegam bem cedo e saem no fim da festa mesmo, e ainda levam pratinho pra casa).

Já gente grande vai o mais arrumada possível pra ficar se exibindo, chega atrasada, não leva presente, come bem pouquinho porque vai ter que pagar alguma coisa (e muitas vezes já vem depois de ter jantado, justamente pra economizar) e ainda vai embora cedo pra não ter que pagar o que alguém não pagou...

Sem dúvidas...queria mil festas de criança em vez de uma festa de gente grande...é um saco.

10 maio, 2008

A Maternidade.

A maternidade é algo, para mim, ainda obscuro. Vou tentar expressar o pouco que sei e que já me emociono ao pensar que um dia poderei vivenciar. Uma vez me explicaram que ser mãe é como ser uma flor, ter muitas pétalas no início. Pétalas de paciência, de disponibilidade, de carinho, de cuidado. E que, com o passar dos anos, as pétalas vão caindo, por desgaste, porém novas pétalas vão nascendo e sempre no intuito de proteger o interior da flor, o pólem que frutificará novas flores. É duro pensar que a vida inteira a flor pensa em seu interior, em seus frutos, faz tudo por eles, se embeleza, se destrincha em novas pétalas para servi-los. E, parando para olhar, as flores são lindas, sempre. Suas pétalas podem estar quebradas, murchas ou velhas, mas a beleza não acaba.
Assim são as mães, novas , velhas, inexperientes ou não, são mães. E a maternidade é uma função que Deus emprestou às mulheres, pois tenho a certeza de que é uma experiência divina. Ver seus traços, ver seus gestos, poder ensinar, poder participar da vida, poder sentir saudade, poder matar a saudade, ver crescer, ver partir...e podem dizer que é duro, que é chato, que é desgastante, mas não acredito, porque sei que dar a vida por alguém é provar o maior amor do mundo, o amor de mãe.